PoligamiaNa semana passada a Suprema Corte americana decidiu autorizar o casamento de pessoas do mesmo sexo. Há algum tempo, alguns  argumentavam que o casamento do mesmo sexo poderia levar a poligamia. Os defensores do casamento entre homossexuais rejeitavam este aviso, mas cremos que o próximo passo será este.

Aqui estão alguns argumentos que podem levar a poligamia a ser oficializada.

Primeiro: Tal como acontece com o casamento entre homossexuais, a sociedade mudou sua opinião sobre o casamento plural. Os defensores da poligamia mais do que duplicaram desde 2001. Os mais jovens são ainda mais abertos a isto.

Segundo: Se os tribunais não têm o direito de legislar qual gênero alguém pode casar, eles não têm o direito de regular com quantos alguém pode casar. Nos Estados Unidos um comercial de Tylenol afirmou recentemente que “a família não é definida por quem você ama, mas como você ama”. Estendendo a lógica da empresa, a família também não pode ser definida por quantos você ama.

Terceiro: As leis não devem discriminar as minorias, incluindo aqueles cuja crença aceite a poligamia. Cerca de 50.000 a 100.000 muçulmanos nos Estados Unidos já vivem em famílias polígamas. (Um homem casa com uma mulher em uma cerimônia legal, em seguida, dois ou três outros em cerimônias religiosas.) As leis que proíbem a poligamia podem discriminá-los?

Correntes do mormonismo, seita que pregava a poligamia até ela ser criminalizada nos EUA, comemoraram. A nova legislação sobre igualdade de casamento já permitiu que mórmons fundamentalistas do estado de Montana entrassem com pedido de uma certidão de casamento civil para o marido e a segunda esposa.

Nathan Collier casou com sua primeira esposa, Victoria, em 2000. Ele acabou se envolvendo com a irmã dela, Christine, e os três passaram a viver juntos. Embora tenham realizado uma cerimônia religiosa em 2007, a união deles não é reconhecida pela justiça americana.

“Só queremos garantir amparo legal a uma família amorosa, forte, funcional e feliz”, explica Nathan. Inspirado pela decisão da Suprema Corte no mês passado, alega que sofre uma violação dos seus direitos civis.

Jillian Keenan afirmou recentemente que “a poligamia legalizada nos Estados Unidos é a escolha constitucional, feminista e sexo-positivo”. E acrescentou: “A definição de casamento é artificial. Assim como o casamento heterossexual não é melhor ou pior do que o casamento homossexual, o casamento entre dois adultos com consentimento não é mais ou menos “correta” do que o casamento consentido entre três (ou quatro, ou seis) adultos “.

E por que a revolução sexual pararia só na oficialização da poligamia? O próximo passo será “união consensual”, a crença de que qualquer pessoa deve ser capaz de se casar com qualquer pessoa, independentemente da idade ou relação biológica. Se os apaixonados têm direito ao casamento, por que não pais e filhas (ou filhos)? Por que não adultos e crianças? Se os benefícios da união federal e estadual são devidas a qualquer pessoa que se casa, por que um jovem não se casar com seu avô para garantir cuidados médicos e direitos de herança?

Os próximos passos são a pedofilia e o casamento de parentes consanguineos (pais e filhas, mães e filhos, irmãos, etc…)

Na verdade, por que não permitir qualquer “casamento” ?

Segundo a ativista lésbica Masha Gessen, “A instituição do casamento não deveria existir. … Ao lutar pelo casamento gay geralmente temos que mentir sobre o que vamos fazer com o casamento quando chegarmos lá. Porque nós mentimos que a instituição do casamento não vai mudar. E isso é uma mentira. A instituição do casamento vai mudar e deve mudar. E novamente, eu não acho que deveria existir. ”

Filósofo Auguste Comte observou que a única maneira segura de destruir algo é substituí-lo. Estamos testemunhando a destruição do casamento?

Com informações de Charisma News e Gospel Prime