desafio de ser cristão

Grupos LGBT e mídia forçam o cristianismo a ceder a imposições

Quando Peter Sprigg fala publicamente sobre sua oposição à homossexualidade, muitas vezes acontece algo estranho. Durante suas palestras, muitas pessoas levantam as mãos para questionar suas afirmações de que a Bíblia condena o homossexualismo, porém poucos cristãos se preocupam em defendê-lo.

“Mas depois que acabou, eles vão vir falar comigo e sussurram no meu ouvido: Eu concordo com tudo que você disse “, lamenta Sprigg, Ele é o porta-voz do Conselho de Pesquisa da Família, um poderoso grupo de lobby conservador cristão.

Para o Conselho e outros grupos evangélicos, a mudança de atitudes em relação à homossexualidade criaram uma nova minoria: os cristãos que têm vergonha de dizer que a Bíblia condena o homossexualismo. Seu medo é serem chamados de “fanático”, “fundamentalista”, “homofóbico” ou participante de um “grupo de ódio”.

Toda vez que a mídia expõe o caso de um ator, músico ou esportista que se assume como homossexual, as pessoas assistem passivamente. Muitos até “comemoram” o fato. Está virando quase uma rotina.

“Na cultura atual, é preciso que os cristãos mostrem mais coragem”, disse Sprigg, um ex-pastor que hoje se dedica a lutar politicamente pelos valores que defende. ”A mídia celebra toda vez que alguém revela ser gay, mas qualquer um que simplesmente expresse suas opiniões religiosas pessoais sobre o assunto acaba sendo atacado.”, lamenta.

Tendo em vista uma série de acontecimentos no Brasil, por aqui a situação não é tão diferente. Basta lembrar a campanha contra o pastor Marco Feliciano e as ameaças de processo contra  pastores como Silas Malafaia que se posicionam claramente contra o tema na televisão.

Bryan Litfin, professor de teologia no Instituto Bíblico Moody , em Illinois, diz que os cristãos deveriam ser capazes de dizer publicamente que o sexo foi criado por Deus para ocorrer somente dentro de um casamento e apenas entre um homem e uma mulher. Mas isso tem se perdido. Para ele é estranho que as pessoas que dizem crer na Bíblia sintam-se constrangidas a não se posicionar sobre aspectos que estão claramente descritos lá.

Sim, lembra ele, a leitura literal de partes da Bíblia já foi usada para justificar todo o tipo de manifestação ódio: escravidão, subjugação das mulheres e até antissemitismo. Mas isso seria ignorar o todo.

Mark D. Jordan, professor do Centro de Religião e Política na Universidade Washington em Saint Louis é autor de um livros sobre a relação dos cristãos com a questões sociais. O problema, segundo ele, é quando qualquer discurso religioso hoje é apontado como “discurso de ódio”. Com isso, pressionam cada vez mais para que as vozes contrárias se calem. Seja em relação à homossexualidade, legalização do aborto, pesquisa com células-tronco ou qualquer assunto que fira algum principio bíblico.

A intolerância contra eles têm feito alguns grupos evangélicos defenderem que os cristãos já se tornaram vítimas, formando uma “minoria odiada”. Nos EUA, isso é levado muito a sério. Especialmente depois que estudantes evangélicos foram suspensos de escolas por se oporem ao homossexualismo, um professor foi demitido por dar uma Bíblia a um aluno, e as críticas recorrentes que geraram esse movimento de mídia “pró-gay”.

Joe Carter, editor da The Gospel Coalition, uma revista evangélica online, escreveu recentemente sobre  a Igreja Cristã ser vista como um “grupo de ódio” Ele alertou para algo que muitas pesquisas já comprovam, os jovens estão abandonando as igrejas cristãs que ensinam que a homossexualidade é um pecado, por medo de serem chamados de homofóbicos.

“Constrangimento, pudor e medo de expressar uma opinião impopular fez muitos cristãos abster-se de explicar como a conduta homossexual destrói vidas”, escreveu Carter. Alguns fazem isso com medo de perderem seus empregos ou serem processados por ativistas LGBT. O artigo de Carter teve grande repercussão pois ele faz uma triste “previsão”. Chegará um dia quando nenhuma igreja poderá pregar contra o pecado sem que seja marginalizada ou mesmo fechada. Está chegando a um ponto que a Bíblia corre o risco de ter sua venda proibida sob a alegação que “dissemina o ódio”.

Edward Johnson, professor de comunicação da Universidade de Campbell, na Carolina do Norte, diz que isso é resultado do chamado pensamento “pós-moderno”, onde tudo é relativo e não há verdade universalmente aceita. É um ambiente onde todos que dizem “isso é certo” e “o que está errado” são rotulado de intolerantes. “Ou seja, quem se atreve a questionar o dogma da outra tribo só pode estar fazendo isso por ódio”, conclui.

Mark Potok, um ativista gay do The Southern Poverty Law Center do Alabama, foi ouvido sobre o assunto pela CNN e disparou: “É lamentável que essas pessoas que passam os dias e as noites atacando os gays achem ruim algumas pessoas criticá-los e eles não aceitarem isso. É patético. Isso me lembra de donos de escravos reclamando quando as pessoas diziam coisas negativas sobre eles. “ 

Fonte: Gospel Prime com informações CNN.