John Ramirez, que hoje é pastor, afirma que prática pode trazer maldição


O Halloween vem crescendo em popularidade no Brasil nos últimos anos. Segundo reportagem da revista Veja, mais de 10 cidades brasileiras aprovaram leis, além do estado de São Paulo, decretando o 31 de outubro como o “Dia do Saci”, como uma resposta ao feriado do Dia das Bruxas, festejado nos Estados Unidos e em outros países de língua inglesa.

Muita gente vê na data apenas uma brincadeira e oportunidade para usar fantasias, mas o ex-satanista John Ramirez, que hoje é pastor, acredita que não se pode ignorar os “aspectos espirituais” do Halloween.

Em entrevista ao programa Prayer Link, da emissora, Ramirez falou sobre sua experiência pessoal. “Eu era um general no reino das trevas, dominava a feitiçaria”, testemunha. “Eu me sentava com o Diabo e falava com ele como estou falando com você hoje. Era esse tipo de comunicação, de relacionamento, que eu tinha”, enfatiza.

Para Ramirez, no aspecto espiritual, o Halloween é uma “realidade obscura”. “As pessoas que se envolvem com isso, ‘abrem portas’ para o mundo das trevas e isso traria uma maldição”.

“Você precisa estar ciente disso… Renuncie a isso em nome de Jesus Cristo ou irá amaldiçoar sua vida e de sua família”, explica.

Quando estava envolvido com feitiçaria, Ramírez costumava sacrificar animais em 31 de outubro como parte dos rituais satânicos. Ele deixa claro que desde a origem desta festividade pagã (Samhain) existe a crença de que nesta data abre-se portais entre o mundo dos vivos e dos mortos.

Os doces de hoje substituíram os alimentos que antigamente eram oferecidos para apaziguar os espíritos, como ocorre, por exemplo, em rituais de religião afro-brasileiras.