O Brasil se mostrou omisso e absteve seu voto na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que aprovou uma resolução que condena violações de direitos humanos no Irã, nesta segunda-feira. O documento recebeu 89 votos a favor, 30 contra e 64 abstenções.

Em novembro, esta resolução já havia passado pela terceira comissão da assembleia (gestora de questões sociais e humanitárias), onde o Brasil também se manifestou contra o texto, julgando-o pouco equilibrado e alegando que o relatório desconsiderava avanços no país, como na área de educação.

O documento aprovado pela ONU sinaliza um expressivo crescimento no número de execuções no Irã, além da prática de tortura, violência contra mulheres e minorias.

Antes que este texto tivesse aprovação, o Irã tentou bloquear os votos na chamada “moção de não-ação”, mas foi rejeitada.

O Pr. Silas Malafaia comentou o assunto

“Não dá para aceitar as posições do Brasil. Há pouco tempo, dois atletas cubanos pediram asilo político e o Brasil os devolveu a Cuba. Depois, o Brasil dá visto de permanência e o protege um assassino procurado pela justiça, Cesare Battisti, quando deveria mandá-lo embora para ser preso na Itália.

Desde o tempo do presidente Lula, o Brasil tem dado apoio ao Irã, que prega a destruição do Estado Democrático de Israel, promove uma verdadeira perseguição política e religiosa em ações absurdas contra os direitos humanos, e mantém um pastor preso por pregar o evangelho.

Depois, alguns petistas reclamam dizendo que o título da matéria do Verdade Gospel é tendencioso: “PT apóia governo do Irã que quer executar pastor”.

Estão reclamando de que? A verdade é dura! O governo brasileiro apóia o famigerado governo do Irã.”

Medida adotada em outros países

Oportunamente, ainda nesta segunda-feira, a Assembleia aprovou um voto condenando todo o tipo de violação de direitos humanos na Coreia de Norte, horas após ser divulgada a morte do líder do país, o ditador Kim Jong-il.

Os 193 países que compõem a assembleia aprovaram a condenação por 123 votos a 16, com 51 abstenções. A China, forte aliada à Coreia do Norte, se posicionou contra esta resolução.

A Assembleia também aprovou um texto contra as violações aos direitos humanos na Síria nesta segunda-feira. Foram 133 votos favoráveis, 11 contrários e 43 abstenções. Mas o embaixador sírio na ONU afirmou que esta resolução é parte de um complô “diabólico” contra seu país.

Fonte: Folha