André

Valnice Milhomens

“Em uma votação 24-6, a UNESCO deu aprovação preliminar, na quinta-feira (13.10.2016) para uma resolução que nega laços judaicos aos seus locais religiosos mais sagrados: O Monte do Templo e o Muro das Lamentações.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu bateu de frente com o voto afirmando: “O teatro do absurdo continua na ONU.” (http://www.jpost.com/Breaking-News/UNESCO-No-connection-between-Temple-Mount-and-Judaism-470050).

Diante do absurdo e da ignorância ou antissemitismo, declara Netanyahu:

“Dizer que Israel não tem ligação com o Monte do Templo e o Muro Ocidental é o mesmo que dizer que a China não tem ligação com a Grande Muralha da China ou que o Egito não tem ligação com as Pirâmides. Com esta resolução absurda a UNESCO perdeu a pouca legitimidade que ainda tinha.”

“Aqueles que negam a conexão com Jerusalém e o Monte do Templo estão simplesmente embaraçando a si mesmos, o Presidente Reuven Rivlin, um Jerusalemita de sétima geração, disse na quinta-feira.”

A Ministra de Igualdade Social de Israel, Gila Gamliel, chamou a resolução “uma combinação de estupidez e antissemitismo…Deixe-me sugerir mais algumas resoluções para a UNESCO: A lua é feita de queijo, os judeus têm chifres, a Tanach (Antigo Testamento) não existe e a UNESCO é uma comissão para negar a herança judaica. Embora, pensar sobre isso, a última sugestão, seja tão louca”, ela ironizou.

Felizmente levanta-se uma voz com bom senso: A própria Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, que hoje escreve: “Como já afirmei em muitas ocasiões, e mais recentemente durante a 40ª sessão do Comité do Patrimônio Mundial, Jerusalém é a cidade sagrada das três religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo.

É em reconhecimento desta diversidade excepcional, e essa convivência cultural e religiosa, que foi inscrita na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO. A herança de Jerusalém é indivisível, e cada uma de suas comunidades tem o direito ao reconhecimento explícito da sua história e relação com a cidade. Negar, esconder ou apagar qualquer das tradições judaicas, cristãs ou muçulmanas mina a integridade do lugar e contraria as razões que justificaram a sua inscrição na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO…” (http://www.unesco.org/new/en/unesco/about-us/who-we-are/director-general/singleview-dg/news/statement_by_the_director_general_of_unesco_on_the_old_city-1/#.WAEHaGVlm1t )

COMO VOTARAM na resolução que levanta forte reação em todo o mundo: 26 países se abstiveram, 6 votaram contra e 24 a favor. Foram eles: Argélia, Bangladesh, BRASIL, Chade, China, República Dominicana, Egito, Iran, Líbano, Malásia, Mauritânia, México, Marrocos, Moçambique, Nicarágua, Nigéria, Omã, Paquistão, Qatar, Rússia, Senegal, África do Sul, Sudão e Vietnam.

Ver o nome da REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL entre os inimigos de Israel, entre os que querem “cobrir o sol com uma peneira”, negando um fato histórico incontestável, alinhando-se com tamanho ridículo de negar a ligação do povo judeu com o Monte do Templo, e o Muro Ocidental (das Lamentações), remanescente do Segundo Templo destruído no ano 70, causa uma profunda indignação. Esses representantes das nações nunca leram a Bíblia? Não conhecem a História? O que faz o BRASIL que, na pessoa de Osvaldo Aranha presidiu a Assembleia Geral das Nações Unidas em 1947, que decidiu pela criação do Estado de Israel e votou a seu favor?

Que legitimidade tem um representante de uma nação cristã votar favorável a uma resolução que reconhece apenas aos muçulmanos ligação com o Monte do Templo, em Jerusalém? Para eles, Jerusalém é o terceiro lugar sagrado, depois de Meca e Medina. O Alcorão não cita Jerusalém uma única vez. Mas Jerusalém e o Monte do Templo fazem parte da herança hebraica e cristã.

Sabemos que as Escrituras estão se cumprindo. Que o cenário vai se preparando para a Batalha do Armagedom. Sabemos, também, que as nações serão julgadas pela sua atitude para com a casa de Israel. Nossa oração é que o Brasil esteja do lado correto e vote nos organismos internacionais de acordo com o pensamento da esmagadora maioria do povo brasileiro. Rechaçamos o voto dado pelo Brasil e nos arrependemos por causa dele.

Somos uma nação pecadora. Já estamos sob disciplina por causa dos nossos pecados nacionais. É tempo de arrependimento e não de acrescentar motivos para maldição.

A promessa e advertência do Altíssimo permanecem de pé:

“Abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei aquele que te amaldiçoar” (Gênesis 12:2).