“Israel será destruído dentro de uma década”, afirmou em um discurso nesta terça-feira Essam el-Erian, conselheiro do presidente Morsi e do vice-presidente do partido islâmico Liberdade e Justiça que representa o movimento da Irmandade Muçulmana no Parlamento do Egito.

“A ideologia sionista fracassou e este projeto [Israel] está destinado a entrar em colapso nos próximos anos. Não existirá tal coisa chamada Israel, será chamada Palestina, onde judeus, muçulmanos, cristãos, drusos e todos os demais povos que viverão ali serão cidadãos palestinos. Esta é nossa fé, nós vivemos para isto e este é nosso esforço”, afirmou El-Erian em uma entrevista ao diário árabe Asharq al Awsat, que tem sede em Londres.

“O projeto sionista na Palestina surgiu para impedir a existência da democracia nos países árabes, e para impedir a unidade e o desenvolvimento na região árabe”, insistiu. Segundo o político, “os judeus estão ocupando a histórica Terra da Palestina e são um obstáculo para o direito de retorno dos palestinos”. Por isto devem ser deportados aos países de onde chegaram em sua época ou “ir para outros lugares que considerem que são melhores para eles”.

Os meios de comunicação israelenses não tardaram em dar sua resposta a esta declaração com opiniões unanimes afirmando que Tel Aviv jamais pôs em duvida a legitimidade do Estado egípcio e espera que  Cairo trate Israel, um país com o qual tem um acordo de paz, da mesma maneira. Um porta voz do presidente Morsi, por sua vez, comunicou que El-Erian expressou sua opinião pessoal e que o Governo do país não é responsável por suas declarações.

Fonte: Fuerza Latina Cristiana