Este artigo é parte de uma série, retirado do portal The Resurgence.com, traduzida por André Scultori.

O movimento missionário da Igreja tem sido bom e ruim. De uma forma positiva, vamos nos focar no ruim. Nos próximos artigos nesta série, quero sugerir três formas de como não ser uma igreja missionária. Vamos organizar em três tópicos:

  1. Missões Guiadas por Eventos
  2. Missões Guiadas por Evangelismo
  3. Missões Guiadas por Ação Social

 

Missões Guiadas por Eventos

Essas são as igrejas que, em nome de missões, dão festas de arromba, doam ovos de páscoa, distribuem garrafas d’água nos cruzamentos, pagam combustível em postos de gasolina ou até mesmo, como me foi sugerido recentemente, compram café pra todos na loja. O que há de errado com essa abordagem em uma igreja missionária?

 

1. Missões guiadas por eventos são baseadas em obras.

Ela começa da forma errada, a forma da ação no lugar da identidade. Isso faz com que missões seja uma ação do homem, não uma participação em um atributo de Deus. Missões é algo que somos, antes de ser algo que fazemos. Abordagens guiadas por eventos transforma missões em um evento: algo que é opcional para o super-espiritual, nos dá pontos com Deus, e O deixa do nosso lado. Mas Deus não pode ser subornado por missões ou qualquer outra coisa. Missões guiadas por eventos contrói missões em obras, não em graça.

2. Missões guiadas por eventos são muitas vezes consumismo.

A abordagem sobre missões baseada em eventos frequentemente recorre ao consumismo, não a uma genuína necessidade social ou espiritual. Ela se foca à “vontade do consumidor”, não na “necessidade do pecador por graça”. Essas tentativas por fazer missões recorrem ao consumismo ansiando por uma oferta, em vez do profundo anseio do pecador por redenção. Eles tentam comprar as pessoas: “Eu vou te dar um Xbox se você vier pra igreja. Eu vou pagar pela sua gasolina se você vier nos visitar no domingo.” Se você tem que pagar as pessoas para serem cristãs, tem algo muito errado com o seu entendimento do Evangelho e de missões. Missões guiadas por eventos baseia-se em idolatria, não graça.

3. Missões guiadas por eventos não funcionam muito bem.

Em contextos urbanos, as pessoas conseguem perceber uma isca e sair da rota a um quilômetro de distância, e é exatamente por isso que elas saíram da igreja (se é que já estavam nela). Se quisermos alcançar não-cristãos em um contexto pós-cristão, então temos que provar pra eles que eles não podem ser comprados, que somos uma verdadeira comunidade, e que nos importamos tanto com eles ao ponto de morar perto deles, comer com eles, trabalhar com eles, sofrer com eles, nos divertir com eles, e estar com eles. Missões guiadas por eventos são uma isca e uma fuga.

Essa série continuará na semana que vem. Fique ligado.