O Senhor tem para nós um caminho que nos tira do pecado e nos leva para a santidade.

A cada dia podemos dar novos passos que nos aproximam ainda mais do Pai.

Nesta caminhada, cada curva, cada subida e descida têm uma grande importância.

Os passos de Abrão

Abrão foi chamado pelo Senhor para deixar tudo e seguir num caminho novo que lhe estava preparado. Deixou a casa de seus pais e seguiu em direção ao alvo proposto pelo Senhor.

A cada lugar que passava levantava altares de adoração, pedindo orientação para os próximos passos.

Foi assim em Siquém, Betel, Ai e Hebrom (Gênesis 12 e 13)

No entanto quando desceu ao Egito a história foi diferente.

Por causa da fome e da necessidade, Abrão resolveu buscar ajuda no Egito.

Primeiramente, antes de lá chegar, Abrão renegou o seu casamento com Sarai:

“Dize, pois, que és minha irmã, para que me considerem por amor de ti e, por tua causa, me conservem a vida” (Gênesis 12:13).

Por medo ou covardia, quebrou a aliança com Sarai e com isto deu legalidade ao inimigo para que a esterilidade de sua esposa fosse mantida. Na verdade Isaque só nasceu por operação milagrosa de Deus. Quando foi gerado Sara não estava mais na idade fértil (Genesis 18:11) e Abraão já era impotente (Romanos 4:19).

Ali no Egito Abrão não levantou altar ao Senhor. Possivelmente sabia que estava no caminho errado e, assim com Adão, fugiu da face de Deus.

Ao sair de lá, expulso pelo Faraó, ainda levou consigo Agar – uma serva egípcia (Genesis 16:1), que futuramente seria a mãe de Ismael.

Diná deu só uma espiadinha

Mais adiante vemos o mesmo acontecendo com Diná, filha da Jacó.

“Ora, Diná, filha que Lia dera à luz a Jacó, saiu para ver as filhas da terra..” (Gênesis 34:1)

Ao passar pela terra dos Heveus o príncipe daquela terra viu-a, tomou-a, deitou-se com ela e humilhou-a. É assim que o príncipe deste mundo quer fazer com os filhos de Deus – humilhá-los.

Esta afronta a Diná gerou uma grande mortandade e uma guerra entre Jacó e os moradores da terra.

Na benção de Jacó a seus filhos esta atitude de violência foi mencionada. (Gênesis 49:5)

Foi só uma voltinha

Muitos servos do Senhor estão carregando hoje marcas e pesos que tomaram quando deram uma voltinha no mundo.

Conheço uma jovem que durante toda a sua vida foi serva fiel ao Senhor, não se desviando dos Seus caminhos. Porém, por um breve tempo, deixou que as atividades profissionais a afastassem do convívio com os irmãos da igreja. Neste tempo conheceu um jovem com o qual veio a casar-se. Ele não era servo de Deus. Mais tarde este casamento tornou-se um grande peso em sua vida. Veio a separação, os filhos sofrem com o lar desfeito, luta com grande dificuldade para manter sua família e a alegria dos primeiros anos foram embora. O seu chamado e ministério foram engavetados.

Outros,  estão tão envolvidos em atividades “inadiáveis” no seu ministério que se esquecem de levantar altares de adoração ao Senhor. Como Abrão, julgam necessário descer ao Egito.

Não separam tempo para adorar, clamar e ter momentos de intimidade com o Senhor. Deixam de lado as alianças firmadas e caminham como desorientados em terra estranha.

Siga o Caminho

Não existe outra forma de seguir o caminho que o Senhor tem para cada um de nós a não ser buscando constantemente a Sua direção. As alianças precisam ser conservadas. A firmeza de propósito e o olhar fixo para o alvo nos asseguram que estamos no caminho certo.

O inimigo está sempre a espreita de uma oportunidade para confundir ou mesmo destruir um ministério, um chamado. Está ao nosso derredor rugindo como leão. Ele não tem pena, aguarda o momento quando vamos dar uma voltinha por territórios fora da benção do Senhor. É neste momento que lança o seu ataque.

Não deixe que o convite de “dar uma voltinha” destrua os planos que o Senhor tem para você.

Deus o abençoe.

Luiz Scultori Júnior, apóstolo