Isaías 61:1 – O espírito do Senhor DEUS está sobre mim; porque o SENHOR me ungiu, para pregar boas novas aos quebrantados; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.

Aprendemos que da oliveira podemos extrair o seu óleo, o azeite, e que este, na Bíblia, é um dos símbolos do Espírito Santo.

O azeite pode ser usado com vários propósitos e no texto de Isaias 61:1 vemos o seu uso de forma diferenciada.

Óleo da unção

Em primeiro lugar o Espírito Santo é derramado para UNGIR. A unção é o primeiro passo para termos a plenitude do Espírito Santo sobre nós. O ato de UNGIR está ligado a submissão daquele que é ungido àquele que unge.

Vemos que o Senhor Jesus submeteu-se ao Pai para cumprir sua missão e para isto foi ungido.

Quando a igreja em Antioquia separou Paulo e Barnabé para o trabalho missionário eles receberam a imposição de mãos como sinal de unção e comissionamento. Eles caminharam debaixo da cobertura da igreja em Antioquia. Sempre voltavam à base e sempre traziam relatórios do que haviam realizado.

Eliseu foi ungido por Elias no início do seu ministério, e daí em diante não se apartou do servo de Deus.

Óleo do pão

Também o azeite pode ser utilizado para a fabricação do alimento diário. A viúva de Sarepta recebeu o profeta Elias, submeteu-se a ele, fazendo-lhe um pão com o que lhe restava. Após sua submissão ao homem de Deus o Senhor multiplicou o azeite da sua botija que fluiu até o dia em que o Senhor derramou chuva sobre a terra.

O óleo do pão só vem após o óleo da unção. O sustento só vem depois da submissão.

Nesta fase precisamos receber o alimento diário. Ouvir os ensinamentos dos nossos pais espirituais, conviver no partir do pão e na ministração da Palavra.

Para termos o pão diário é preciso meter a “mão na massa”, seguir a receita dos nossos pais e trabalhar pesado.

Eliseu passou anos servindo a Elias deitando água em suas mãos para que depois o seu ministério tivesse o dobro da unção, ou seja: a sua própria unção somada a unção de Elias.

Óleo do fogo

O azeite é combustível para o candeeiro. O fogo só pode ser mantido aceso se houver provisão de azeite. As virgens loucas não buscaram o azeite para manter suas lâmpadas acesas, só as prudentes tinham o azeite para fogo. Perderam a oportunidade de ter intimidade com o noivo quando chegou a hora.

O fogo ilumina e aquece, Todos gostam de reunir-se ao redor do fogo. As cobras fogem do fogo.

Os três óleos

Em Isaias 61 há uma seqüência clara na dispensação do óleo.

Em primeiro lugar vem o óleo da unção implicando na submissão ao Senhor e aquele que ungiu. Submeter-se à paternidade espiritual…. “porque o Senhor me ungiu”.

Em seguida vem o óleo do pão com poder para salvar, curar, libertar e apregoar o ano aceitável do Senhor. Caminhar junto, ter uma vida de vitória.

Só então vem o óleo do fogo para transformar o pranto em alegria, dupla honra no lugar da vergonha, posteridade conhecida entre os gentios e todas as bênçãos relatadas no capítulo 61 de Isaias.

Há uma tentação muito grande em queremos o óleo do fogo sem passar pelo óleo da unção e especialmente sem passar pelo óleo do pão.

O fogo é bom, mas é resultado de uma vida de submissão e busca constante.

Receba, em nome do Senhor os três óleos que o Senhor tem para sua vida.

Luiz Scultori Júnior, apóstolo